São Paulo - Se alguém perguntar se você quer viver com ar poluído, sem água limpa e com um solo contaminado, a resposta bem provável será "não". Mas, se disser que, para evitar esse quadro, você terá de tomar as iniciativas x, y e z, as respostas mais prováveis serão: "Ai, que preguiça", ou "Sim, isso é muito importante, mas vou deixar para começar a agir na semana que vem". Ainda que queira tomar a melhor decisão para si e para a sociedade, o indivíduo perde-se no meio do caminho. Precisa de empurrões, cutucões, estímulos direcionados que o ajudem a fazer a escolha e coloquem a ação em prática - é o que se chama de nudge. Diferentemente do que prega boa parte da indústria - que tende a transferir ao indivíduo a responsabilidade pelos impactos gerados no ambiente - o consumidor não aprende, não gosta de tomar decisões e tende a agir por inércia. Com base nessas constatações, estudiosos em Psicologia Econômica e Economia Comportamental defendem que o consumidor não pode ser deixado ao léu. Ele acabará não fazendo a escolha mais adequada porque não tem as oportunidades de que precisa, ou feedback, ou o encorajamento necessário para fazer escolhas intertemporais - como abrir mão de uma facilidade individual no presente em troca de um benefício futuro para a coletividade, explica Vera Rita de Mello Ferreira, estudiosa de nudge no Brasil, professora da Fipecafi e autora dos livros "A Cabeça do Investidor" e "Psicologia Econômica". Um exemplo bem singelo de nudge é a política de doação de órgãos. Se o esquema fosse: todos os que quisessem doar devessem se manifestar para deixar isso claro, a adesão seria muito menor. Pelo sistema vigente - que leva em conta a tendência de o indivíduo agir por inércia - todos são doadores, a não ser que se manifestem ao contrário. Outro exemplo, no campo econômico, é o investidor combinar com o banco o depósito automático de uma parcela do salário em uma conta de poupança separada. Assim, reduz as chances de gastar o que não queria e sempre adiar o investimento, arrependendo-se depois. Nesse caso, tanto o indivíduo (o poupador) como a economia em geral ganham. Mas, no campo ambiental, comumente existe um conflito de interesses: muitas vezes o indivíduo precisa se sacrificar (exemplo: deixar de usar a sacolinha) para a coletividade toda ganhar (haver menos resíduos impactando o ambiente). Outra grande dificuldade de se tomar a melhor escolha nessa área é o fato de não haver um deadline, um prazo determinado para a "catástrofe". Como os impactos são diluídos no tempo, a tendência de postergação fala mais alto. Isso ainda se soma a um agravante: não há tantas oportunidades de se aprender por tentativa e erro. Decisões erradas podem comprometer o cenário ambiental para sempre, de modo irreversível. Essas três situações mostram como políticas de Nudge se tornam ainda mais necessárias no campo ambiental. No livro "Nudge - O empurrão para a escolha certa", Richard Thaler e Cass Sunstine citam um exemplo simples: na Califórnia, com a crise de energia, puseram um aparelhinho na casa das pessoas que mostra quando você está consumindo abaixo do seu teto: fica uma carinha sorridente verdinha. Quando está chegando perto do teto, fica amarelo e mais sério. Quando ultrapassou, a carinha fica vermelha e faz careta. Somente com essa iniciativa, conseguiram reduzir o consumo em até 40%, porque a energia é invísivel. "Você quer economizar, mas não sabe se está no limite, se está abaixo dele. Então, fazer coisas que deem oportunidade de ter informações precisas, na hora, ajuda a trazer a escolha intertemporal para o presente. Se não, você fica consumindo agora e só daqui a um mês vem a conta e você se espanta. No dia seguinte, apaga as luzes etc. Mas logo em seguida esquece, porque tem tantas outras coisas do dia a dia para se preocupar", diz Vera Ferreira. No caso da sacolinha, se houvesse uma alternativa muito prática, Vera acredita que que a adesão ia aumentar. "Que seja um ganchinho no carro para pendurar a sacola. Isso já seria um nudge: algo que ajude as pessoas a lembrar de usar a sacola retornável, porque elas podem estar super bem intencionadas, mas se não tiver alguma coisa ali na mão, não vão fazer. " Mas, saber que o consumidor não sabe fazer a melhor escolha não acabaria por levar à desmobilização e põe por terra os esforços voltados à educação ambiental e a campanhas de conscientização? Vera defende uma combinação de abordagens, ou seja, combinar a "arquitetura de escolha" com discussões com o próprio público-alvo que vai receber os nudges, para que sejam construídos coletivamente. "Com toda a facilidade das redes sociais, isso talvez seja mais viável que nunca. E com as pessoas se envolvendo mais nesse processo de elaboração conjunta, talvez isso aumente sua adesão às propostas de mudança também," diz. Ela lembra que o nudge já existe o tempo todo: publicidade, marketing, políticas publicas e muitos serviços, públicos ou privados, já nos induzem permanentemente - e nem sempre para o bem. "Por exemplo, um serviço de atendimento que deixa o cliente pendurado no telefone é um nudge poderosíssimo... para você nunca mais ligar!" Fonte: Terra Magazine - 13.03.2012 |
Engenheiro Eletricista. Diretor técnico da ARANATECH Engenharia de Energia e Projetos. Instrutor de NR-10 e Segurança em Instalações Elétricas. Professor de engenharia elétrica (máquinas e transformadores). Aqui postaremos sobre Eficiência Energética, Segurança em instalações elétricas, NR-10, NBR 5410, Dicas de economia, engenharia elétrica, etc. Boa Leitura !
quinta-feira, 15 de março de 2012
Consumidor não sabe tomar a melhor decisão, dizem especialistas em Psicologia Econômica
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Schneider Electric recomenda atenção nas instalações elétricas natalinas
Cuidados devem ser redobrados nas decorações do final do ano
A Schneider Electric, especialista global na gestão de energia, está atenta ao período de festas de fim de ano e apresenta dicas para enfeitar casas e apartamentos com segurança. Como o Natal se aproxima, é necessário seguir orientações básicas para realizar as instalações elétricas e, assim, evitar choques e riscos de incêndios.
A primeira sugestão é escolher com cuidado os cordões de luz, mangueiras e pisca-piscas. Eles devem ser de boa procedência e certificados pelos institutos controladores de qualidade. O consumidor deve adquirir somente enfeites aprovados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). O Cordão Flexível Paralelo, que é o produto mais utilizado para ligações elétricas dos enfeites, deve conter na embalagem o selo do Certificado da Marca de Conformidade, que garante a produção dentro das normas vigentes. Além disso, o consumidor nunca deve se esquecer de pedir a Nota Fiscal no ato da compra.
As árvores de Natal ou enfeites energizados devem ficar distantes de cortinas, tapetes ou sofás e não é recomendado ligar os objetos decorativos com outros equipamentos eletrônicos através de pinos conhecidos como “Benjamin”, pinos “T” ou três saídas. Além disso, é adequado evitar colocar enfeites de Natal feitos de papel, papelão ou plástico em contato ou próximos às lâmpadas. As fiações elétricas devem ficar longe do alcance das crianças e animais domésticos. Em uma residência, o risco de choque elétrico é facilmente resolvido com a utilização do dispositivo DR (interruptor Diferencial Residual), que é obrigatório em todo o território nacional e fica no quadro de distribuição de energia após o disjuntor. Para fazer a troca da lâmpada é fundamental desligar o circuito elétrico da tomada, mas sem puxá-lo pela fiação. Para economizar energia e também evitar riscos é importante desligar as decorações da tomada antes de dormir.
“Com a nossa experiência na área produzimos soluções para que os clientes possam ter os cuidados essenciais para a instalação desses equipamentos, garantindo a segurança e evitando acidentes, que são muito comuns nesta época”, explica Claudio Velano, gerente de treinamento da unidade de negócios mercado Residencial e predial da Schneider Electric Brasil.
O cuidado em locais externos também deve ser redobrado. A umidade e a presença de água são fatores que elevam bastante a probabilidade de risco de acidentes em árvores, fachadas, jardins, varandas e grades. Mesmo que a decoração seja simples, o consumidor deve contratar um profissional da sua confiança para realizar a instalação correta e isenta de choques. O ideal é evitar as emendas dos condutores e, se não for possível que elas sejam bem isoladas, nunca devem ser feitas uma ao lado da outra. Para as emendas deve-se utilizar fita isolante certificada pelo INMETRO e jamais fita crepe, hidráulica ou adesiva.
“O consumidor também deve ficar atento à instalação de objetos decorativos metálicos nas proximidades de postes da rede pública de energia. As condições de tensão de operação e a intensidade da corrente elétrica que transita pelas redes podem provocar acidentes fatais”, finaliza Claudio.
Fonte: Voltimum
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
O Ministério de Minas e Energia está elaborando estudo de viabilidade do potencial brasileiro e das alternativas tecnológicas para a geração em maior escala da energia solar no Brasil
De acordo com o ministro Edison Lobão, a pesquisa também norteará os requisitos para certificação da energia, as estimativas de custos, os encargos setoriais e tributos incidentes, da capacidade de produção, além dos principais fornecedores de equipamentos e elementos essenciais para competitividade e contratação dessa fonte.
O ministro destacou que o aumento anual do consumo de energia elétrica no país será da ordem de 5,1% nos próximos dez anos. Segundo ele, isso exigirá investimentos em hidrelétricas e, de forma complementar, na ampliação do uso de biomassa, energias eólica e solar. “Para manter o ritmo do seu desenvolvimento, o Brasil não deve e não pode abrir mão das riquezas que a natureza nos ofereceu e que conservamos até hoje”, afirmou, nesta terça-feira, 25 de outubro, durante seminário organizado pelo jornal “Valor Econômico”, em Brasília.
Na ocasião, Lobão afirmou que serão investidos cerca de R$ 214 bilhões em projetos hidrelétricos no Brasil nos próximos dez anos. O ministro também disse que o Brasil tem feito investimentos em energia eólica e de biomassa. Ele citou a realização de leilões específicos para contratação de energia elétrica proveniente das usinas eólicas. Até o final de 2020, o potencial das usinas eólicas será de 11 mil MW. Já a biomassa deve crescer dos atuais 5,4 mil MW instalados para mais de 9 mil MW até 2020.
|Fonte: Ambiente Energia
O ministro destacou que o aumento anual do consumo de energia elétrica no país será da ordem de 5,1% nos próximos dez anos. Segundo ele, isso exigirá investimentos em hidrelétricas e, de forma complementar, na ampliação do uso de biomassa, energias eólica e solar. “Para manter o ritmo do seu desenvolvimento, o Brasil não deve e não pode abrir mão das riquezas que a natureza nos ofereceu e que conservamos até hoje”, afirmou, nesta terça-feira, 25 de outubro, durante seminário organizado pelo jornal “Valor Econômico”, em Brasília.
Na ocasião, Lobão afirmou que serão investidos cerca de R$ 214 bilhões em projetos hidrelétricos no Brasil nos próximos dez anos. O ministro também disse que o Brasil tem feito investimentos em energia eólica e de biomassa. Ele citou a realização de leilões específicos para contratação de energia elétrica proveniente das usinas eólicas. Até o final de 2020, o potencial das usinas eólicas será de 11 mil MW. Já a biomassa deve crescer dos atuais 5,4 mil MW instalados para mais de 9 mil MW até 2020.
|Fonte: Ambiente Energia
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Conheça 6 ideias inovadoras que utilizam energia solar
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Horário de Verão reduzirá 2% a demanda de energia nos horários de pico em São Paulo
A 41ª edição do Horário de Verão no Brasil começou neste domingo (16 de outubro) e deverá gerar uma redução de 2% na demanda de energia atendida pela CPFL Paulista no horário de pico, que vai das 18 horas até as 21 horas.
Além disso, a empresa também estima uma redução na ordem de 0,7% no consumo de energia elétrica nas 234 cidades participantes. Uma economia que alcançará 80.200 MWh, volume suficiente para atender uma cidade do porte de Campinas (1,1 milhão de habitantes) durante 9 dias, RibeiRão Preto por 19 dias, São José do Rio Preto por 31 dias ou Bauru por 36 dias.
O evento terá duração de 133 dias, indo até 26 de fevereiro de 2012, período em que os relógios devem ser adiantados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, no Distrito Federal e na Bahia.
Menos luz!
O principal objetivo do Horário de Verão é melhorar o aproveitamento de luz natural, já que, na média, as pessoas chegam em casa apartir das 18h - início da noite - e uma das primeiras ações é acender as luzes.
Além disso, na mesma hora que o consumidor acende as luzes de casa, também entram em operação a iluminação pública e placas luminosas do comércio. No Horário de Verão, as cargas das residências e da iluminação pública passam a operar após as 19h, quando o consumo industrial começa a recuar.
Dessa forma, é possível economizar energia e proporcionar o funcionamento adequado do sistema de transmissão e distribuição de eltricidade.
Fonte:ABESCO
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Curso online de eficiência energética
O Programa Nacional de Conservação de Eenergia Elétrica (Procel) disponibilizou um curso dirigido a todos que desejam fazer um uso eficiente da energia elétrica em suas residências.
O curso tem quatro módulos, que abordam conceitos de energia e eficiência energética; tecnologias e equipamentos; hábitos para a redução do desperdício de energia; e uma avaliação sobre o aprendizado na última etapa.
São eles “Se ligue!”, “Pura Energia”, “Atitude Eficiente” e “Avaliação”. Ao final da avaliação online do curso de eficiência energética, é possível obter um pequeno certificado. O usuário, além da gratuidade do curso, tem a vantagem de fazê-lo de acordo com o seu próprio tempo.
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Veja mais no site Curso online de eficiência energética | Matriz Limpa
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Lâmpadas incandescentes devem sair do mercado até 2016
As lâmpadas incandescentes comuns serão retiradas do mercado brasileiro paulatinamente até 2016.
Uma portaria interministerial – envolvendo os ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio – foi publicada no Diário Oficial da União. A finalidade é que elas sejam substituídas por versões mais econômicas.
Fim das incandescentes
Segundo a portaria, fazem parte da regulamentação as lâmpadas incandescentes de uso geral, exceto as incandescentes com potência igual ou inferior a 40 Watts (W); incandescentes específicas para estufas – de secagem e de pintura – equipamentos hospitalares e outros; e incandescentes refletoras/defletoras ou espelhadas, entre outras.
Técnicos do governo estimam que a medida, aliada a outra portaria que trata do Programa de Metas das Lâmpadas Fluorescentes Compactas, trará ao país uma economia escalonada até 2030 de cerca de 10 terawatts-hora (TWh/ano).
Isto equivale a mais do que o dobro conseguido com o Selo Procel, utilizado atualmente.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a medida é fruto de um longo processo de negociação com setores da sociedade, por meio de consulta pública via internet e de audiência pública.
Banimento
De 30 de junho de 2012 até 30 de junho de 2016 – a não ser que surja uma nova tecnologia que permita às lâmpadas incandescentes se tornarem mais eficientes – esse tipo de produto será banido do mercado, segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia.
No mercado brasileiro existem 147 modelos de lâmpadas incandescentes etiquetadas, de quatro fabricantes diferentes.
Estima-se que a lâmpada incandescente seja responsável por aproximadamente 80% da iluminação residencial no Brasil.
O mercado brasileiro consome atualmente cerca de 300 milhões de lâmpadas incandescentes e 100 milhões de lâmpadas fluorescentes compactas.
Posição oficial
De acordo com o ministério de Minas e Energia, as tecnologias que envolvem os sistemas de iluminação se desenvolveram rapidamente, nos últimos anos, disponibilizando equipamentos com mais eficiência e durabilidade.
Paradoxalmente, aumentou também a preocupação com a escassez de energia e a busca de soluções que contemplem a boa iluminação conjugada a equipamentos mais eficientes e formas inteligentes de utilização.
Diante disso, a tecnologia utilizada nas lâmpadas incandescentes se tornou obsoleta. Tecnologias já consolidadas, como as lâmpadas fluorescentes compactas, podem fornecer quantidade maior de luz com um custo energético muito inferior à tecnologia incandescente, segundo os técnicos do governo.
Fonte: Blog NEI - jan 2011
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