O debate e ações voltados à
eficiência energética começam
a ganhar peso entre os executivos mundiais, revela a pesquisa Energy
Efficiency Indicator (EEI) do Institute for Building Efficiency, da
Johnson Controls, líder global no fornecimento de soluções de eficiência
energética e sustentabilidade para edifícios e instalações ao redor do
mundo.
De acordo com os resultados apurados entre 3.500 proprietários e
operadores de edifícios e instalações, incluindo 230 entrevistados do
Brasil, 85% afirmaram depender do gerenciamento de energia para atingir a
eficiência operacional.
Segundo o vice-presidente da companhia, Marcelo Therezo, essa
necessidade percebida faz com que as ações tomadas levem à redução de
gastos com energia, além de incentivos financeiros. "Por conta disso, a
quantidade de executivos interessados por essa frente aumentou 34% nos
últimos dois anos", conta, destacando que 40% da energia produzida no
mundo é consumida por edifícios, segundo o World Resources Institute.
Contudo, Therezo aponta ainda que o interesse dos executivos visam
também a busca da melhoria da imagem pública, além da agregação de valor
para seus edifícios e instalações.
Já o presidente da divisão de Building Efficiency da Johnson Controls,
Dave Myers, observa que o mantra dos proprietários de edifícios
comerciais está sendo alterado. "Antes a preocupação era uma só:
localização, localização, localização, entretanto agora está se tornando
localização, eficiência, localização".
De acordo com a pesquisa, aproximadamente um terço dos participantes no
mundo todo indicaram que as taxas de crédito, incentivos e descontos
oferecidos nesse sentido têm um grande impacto no aumento de
investimento em eficiência energética. "Isso significa que está sendo
reforçado o papel da política do governo nas decisões tomadas pelos
proprietários e operadores de edifícios e instalações", aponta Myers,
lembrando que, nos Estados Unidos, este fator foi apontado por 42% dos
entrevistados.
"Por lá há uma luta dos proprietários contra o envelhecimento e a
ineficiência dos edifícios", acrescenta. Aproximadamente 75% dos
edifícios comerciais nos Estados Unidos têm mais de 20 anos e estão
prontos para passar por processos de otimização em relação ao consumo de
energia.
Myers revela ainda que os proprietários e operadores estão procurando
legisladores para diminuírem os custos de projetos de retrofits focados
em energia por meio de iniciativas e incentivos.
"Na Ásia, por exemplo, as normas vigentes para construção e equipamentos
também estão ajudando a garantir que os novos edifícios sejam
construídos para atingir altos níveis de eficiência energética", conta
Myers.
Globalmente, segundo a pesquisa EEI, 96% dos entrevistados implementaram
pelo menos uma ação de melhoria com foco em eficiência energética em
seus edifícios e instalações. As ações de melhoria apontadas foram
destinadas para o sistema de iluminação, equipamentos de aquecimento e
ar condicionado e eficiência no uso de água.
Metade dos entrevistados do setor privado usaram as economias
provenientes dos upgrades em eficiência energética para reduzir o
orçamento da empresa, enquanto 40% reinvestiram o capital economizado em
medidas futuras para eficiência.
Brasil
Quando o foco é apenas o executivo nacional, o resultado também é
animador. De acordo com a pesquisa, 89% dos entrevistados consideram
extremamente importante
gerenciar seu custo de energia. Em 2011, essa percentagem era menor, 73%.
"Temos notado uma consciência mais crítica dos executivos, permitindo a esse avanço", diz Marcelo Therezo.
Apesar do tom de otimismo, os executivos apontam ainda barreiras que
acabam travando os investimentos no Brasil, como a falta de liderança,
gerência responsável na organização, e atenção dedicada à gestão da
eficiência energética.
Quanto as certificações para
green building, ou
sistemas voluntários de certificação para edifícios, globalmente foram
os tópicos mais citados na pesquisa: 44% dos entrevistados estão
planejando submeter edifícios e instalações existentes para
certificação. No Brasil, essa taxa foi de 43%. Outro dado de destaque
foi que 43% dos entrevistados planejam, ainda, submeter novos edifícios e
instalações para certificação. No cenário brasileiro, esse dado sobe
para 49%.
"Os inquilinos de edifícios comerciais estão dispostos a pagar mais para
terem seus escritórios em locais com maior apelo sustentável e que
funcionem de forma eficiente em relação ao uso da energia", afirma Dave
Myers.
BOA IMAGEM
Interesse em
eficiência energética entre os executivos no Brasil:
- 89% afirmaram que a gestão de energia era muito ou extremamente
importante para sua organizações (em comparação com 73% em 2011).
- 79% disseram que estavam dando mais atenção à energia em 2012 do que em 2011.
- 47% dos entrevistados têm investido em eficiência energética desde o ano passado.
- 57% dos executivos de empresas planejam aumentar os gastos nos próximos 12 meses.
- 49% dos entrevistados planejam bucar a certificação verde em edifícios novos e 43% em prédios existentes.
- 73% afirmaram ter notado melhorias na iluminação.
- 54% afirmaram ter notado melhorias de eficiência hídrica.
Fonte: Institute for Building Efficiency da Johnson Controls